Você sabia que grandes investidores utilizam o consórcio não apenas para comprar imóveis e veículos, mas para alavancar capital? Entenda a estratégia da alavancagem que transforma cartas contempladas em um ciclo contínuo de riqueza.
Quando se fala em consórcio, o senso comum aponta para a compra de um bem final. Porém, investidores com visão estratégica utilizam essa ferramenta para um objetivo muito maior. Na verdade, o foco deles é a alavancagem financeira.
Nesse formato de investimento, o objetivo não é simplesmente contemplar uma carta e embolsar o lucro da venda. Pelo contrário, a ideia é criar um “ciclo virtuoso”. Dessa forma, você aumenta exponencialmente o seu poder de compra ao longo dos anos. Além disso, essa é uma operação totalmente legal e possui respaldo na Lei dos Consórcios (Lei nº 11.795/2008).
Como funciona a estratégia de alavancagem?
O processo exige disciplina e planejamento. Sendo assim, ele segue uma lógica matemática de reinvestimento do capital levantado:
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A Contemplação e a Venda: Primeiramente, o investidor opta por vender a carta de crédito contemplada. Esse é um processo amplamente regulamentado e reconhecido pela ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios). Com isso, ele arrecada um valor que gira em torno de 20% do crédito total.
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A Aplicação do Capital: Em vez de gastar o lucro, esse recurso é colocado em uma aplicação financeira com liquidez diária. Atualmente, a taxa Selic opera em patamares elevados. Por isso, o objetivo é buscar investimentos de renda fixa que gerem uma média de 1% de rendimento ao mês.
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O Reinvestimento: Por fim, com esse valor aplicado gerando rendimentos mensais, o investidor utiliza esse dinheiro para potencializar seus aportes. Consequentemente, ele consegue entrar em cartas de consórcio de valores significativamente maiores.
A matemática do crescimento patrimonial
Para tangibilizar o poder dessa estratégia, vamos a um cenário prático.
Imagine que você inicie o seu planejamento com uma carta de R$ 500.000,00. Nela, você investe cerca de R$ 1.400,00 por mês do próprio bolso.
Ao ser contemplado, você negocia essa carta. Logo depois, você levanta cerca de R$ 100.000,00 em capital. A partir desse momento, você aplica esses R$ 100 mil no banco. Assim, eles passarão a gerar aproximadamente R$ 1.000,00 por mês de rendimento passivo.
A mágica da alavancagem acontece na soma dos esforços:
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Em primeiro lugar, você mantém o seu hábito de investimento original de R$ 1.400,00.
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Em seguida, você adiciona os R$ 1.000,00 de rendimento da sua aplicação.
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Portanto, o seu novo poder de investimento passa a ser de R$ 2.400,00 mensais.
Com esse novo montante mensal à disposição, o cenário muda. Você passa a ter capacidade financeira para acessar valores de crédito muito maiores do que a carta inicial.
O Ciclo da Renda Passiva
A beleza dessa estratégia é a sua escalabilidade contínua. Em resumo, você simplesmente repete o processo. Você entra em uma carta maior e é contemplado. Depois disso, realiza a venda, aplica o dinheiro e tem acesso a créditos ainda mais robustos.
Ao agir dessa forma, você vai se alavancando cada vez mais dentro do sistema de consórcios. Com o tempo, é possível construir uma carteira com milhões em crédito disponível na mão. Enquanto isso, todo o capital das operações anteriores continua intacto no banco, gerando renda passiva.
Essa é a diferença estrutural entre apenas guardar dinheiro e fazer o dinheiro trabalhar a seu favor de forma inteligente.
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